Aliados
Eventos Oficiais Ativos
Seja um aliado!

Código:
<a href="http://reinogamer.forumeiros.com"><img src="https://i37.servimg.com/u/f37/17/02/04/48/button12.png" /></a>

O Caçador de Sonhos

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

O Caçador de Sonhos

Mensagem por Naruto RPG Maker em 30/8/2013, 22:47

O caçador de sonhos
Prólogo
Quem nunca sonhou em ser um astronauta, um programador de sucesso, ou então jogador de futebol?
Caso você, mulher que lê esta simples história, nunca sonhou em nada disto, com toda a certeza, já se imaginou dona de um salão de beleza famoso, uma psicóloga conhecida por muitos ou até uma escritora, certo?
Bem, parabéns. Você tem sonhos.
Já eu, não tenho sonho algum. Meu nome é Kimoura, tenho 23 anos e moro em Hiroshima, Japão. Sim, é o lugar que é o mais invadido por desastres em todo o país. Mesmo com isso, consegui sobreviver 23 anos e 2 meses. Sorte? Talvez. Em meu ponto de vista não houve sorte alguma.


Capítulo I
Uma pequena pausa para ir ao banheiro, vamos continuar. Onde eu estava? Ah, sim!
Quando eu ainda era criança, por volta de 5 anos, meu irmão nasceu, contudo este acontecimento foi o começo para uma série de desastres que aconteceriam em minha vida mais tarde.
Com meu irmão já com 3 anos, e eu no meu aniversário de 8 anos, me lembro de que ele foi comer um pedaço de bolo. Como era muito pequeno ainda, não tinha muita consciência de seus atos. Ele se aproximou da mesa, e, literalmente, enfiou a mão adentro do bolo de chocolate. Foi aí que meus pais descobriram, ele era alérgico a chocolate. Seu braço começou a inchar como um balão. Meu pai, rapidamente, o levou para o pronto-socorro mais próximo.
Chegando lá, havia um número enorme de gente na frente. Quando vi aquilo, senti pena no coração, eu comemorando meu aniversário em minha casa, quentinha, aconchegante e iluminada, em contrapartida, japoneses de muitos lugares diferentes, passando muito mal, naquele "mini-hospital" em condições precárias, esperando pacientemente para serem atendidos no frio. Era praticamente impossível ver dois palmos à frente, em função do sistema de iluminação horrendo daquele lugar.
Esperamos com muita angústia a vez de meu irmão de ser atendido, quando aconteceu, o médico nos chamou para o consultório e começou a examiná-lo. Houve a necessidade de dar um anti-alérgico no mesmo instante, pois seu braço estava como uma bola de futebol. Era uma pomada que foi aplicada no local e, aos poucos, começou a desinchar. Por fim, o médico avisou que deveríamos comprar o remédio imediatamente, para não correr nenhum risco.
Infelizmente, no caminho para a farmácia, meu irmãozinho deu um grande berro e adormeceu. Havia morrido. Comecei a chorar igual a um condenado por ter perdido meu parceiro de apenas 3 anos de idade.
Me inconformei, e me fiz uma promessa de que, um dia, seria uma pessoa tão importante que conseguiria mudar o mundo. Esta era minha meta. Este era meu sonho.


Capítulo II
Foi aí que as coisas começaram à desandar. Minha festa foi cancelada e alguns convidados foram ao funeral do Nakata. Minha mãe não conseguia parar de chorar. Ainda não entendia muita coisa do que acontecia, apenas o suficiente para me comover de nunca mais ver meu irmão novamente.
Passados 2 meses, minha mãe também começou com problemas. Mas não fisicamente, e sim, emocionalmente, afinal, sempre foi ela que ficou com o Nakata desde que ele nasceu. Meu pai e eu, quando começamos a perceber que ela não estava agindo normalmente, procuramos um médico, com um certo "trauma" de perder mais alguém da família.
Foi feita uma série de exames para descobrir o que estaria acontecendo naquele momento tão indefeso de minha mãe. Nenhum deles deu resultado. A partir deste ponto, o médico que estava acompanhando todo o processo, cada evolução, cada problema ocorrente, simplesmente falou para meu pai: "Escute meu senhor, sua esposa não sofre de doença física alguma. O que ela tem, não está ao meu alcance resolver...". Antes que o prezado acabasse de pronunciar as palavras, sofreu uma interrupção: "Me diga o que ela tem! É muito grave?! Eu não suportarei mais uma perda de um familiar! Já não basta meu filho caçula!?". O médico esperou pacientemente o término da fala de meu pai, então concluiu sua frase: "Ouça-me, ela não sofre de nada que a medicina possa ajudar. O que eu recomendo, é o senhor levá-la à um psicólogo. Somente ele poderá lhe dar informações mais precisas e detalhadas sobre o quadro desta senhora.".
Quando o doutor acabou de pronunciar isso, nos despedimos, agradecemos pela paciência, e saímos dali, rumo à um psicólogo. Neste momento, ainda estava com minha meta em mente. Mas, não duraria por muito tempo.
avatar
Naruto RPG Maker
Administração
Administração

HP
100 / 100100 / 100

Mensagens Mensagens : 124
Idade : 18

http://pgrpgm.wix.com/gamesrpgmproducoes

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum